🇵🇹 — Integração que funciona: Luxemburgo, um exemplo a seguir (Parte I)
- May 7
- 2 min read
Hoje recebi pelo correio o resultado da minha mamografia.
Felizmente, está tudo bem.
E sim — isso merece ser celebrado. Até vou abrir um copinho 🎉
Porque celebrar o positivo também é essencial. Não nos podemos esquecer disso.
Mas o que mais me tocou não foi apenas o resultado.
Foi a forma.
A carta veio escrita em português.
Na minha língua.
E isto diz muito mais do que parece.

No Luxemburgo, a integração não é apenas um conceito bonito — é prática, é política pública, é respeito real pelas pessoas.
A comunidade portuguesa é a maior comunidade estrangeira no país, e esse reconhecimento traduz-se em gestos concretos, como este: receber informação oficial de saúde na nossa língua.
É simples. E ao mesmo tempo, poderoso.
Faz-nos sentir vistos. Incluídos. Respeitados.
E inevitavelmente leva-me a perguntar: quando é que outros países — nomeadamente Portugal — começam a aplicar este tipo de boas práticas com quem chega de fora?
Integrar não é apenas aceitar.
É acolher com dignidade.
É comunicar.
É facilitar.
É estruturar.
Aqui, num país com cerca de 170 nacionalidades, há sistema, há organização, há coordenação entre entidades. Há uma intenção clara de incluir — não de excluir.
E isso faz toda a diferença.
Obrigada, Luxemburgo, por seres um exemplo de acolhimento e integração para a comunidade lusófona que aqui vive.
(Parte 2 — sobre o acolhimento nas comunas — em breve ✨)
Patrícia Marques
Jornalista Freelance
🇬🇧 — Inclusion that works: Luxembourg, a model to follow
(Part I)
Today I received my mammography results by post.
Thankfully, everything is fine.
And yes — that’s something to celebrate. I might even open a little drink 🎉
Because celebrating the good matters too. We shouldn’t forget that.
But what touched me most wasn’t just the result.
It was the way it was communicated.
The letter was written in Portuguese.
My language.
And that says more than it seems.

In Luxembourg, integration isn’t just a nice idea — it’s real, it’s implemented, it’s embedded in public policy.
The Portuguese community is the largest foreign community in the country, and that recognition translates into concrete actions like this: receiving official health communication in our own language.
It’s simple. Yet powerful.
It makes you feel seen. Included. Respected.
And it naturally raises a question:when will other countries — including Portugal — start applying these kinds of best practices for those who arrive from abroad?
Integration is not just about acceptance.
It’s about welcoming with dignity.
It’s about communication.
It’s about accessibility.
It’s about structure.
Here, in a country with around 170 nationalities, there is a system, coordination, and a clear intention to include — not exclude.
And that makes all the difference.
Thank you, Luxembourg, for setting an example in welcoming and integrating the Lusophone community living here.
(Part 2 — about local commune welcome systems — coming soon ✨)
Patrícia Marques
Freelance Journalist




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